quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Elegia quase uma ode

...
Que hei de fazer de mim que sofro tudo
Anjo e demônio, angústias a alegrias
Que peco contra mim e contra Deus!
às vezes me parece que me olhando
Ele dirá, do seu celeste abrigo:
Fui cruel por demais com esse menino...
No entanto, que outro olhar de piedade
Curará neste mundo as minhas chagas?
Sou fraco e forte, venço a vida: breve
Perco tudo; breve, não posso mais...
Oh, natureza humana, que desgraça!
Se soubesses que força, que loucura
São todos os teus gestos de pureza
Contra uma carne tão alucinada!
Se soubesses o impulso que te impele
Nestas quatro paredes de minha alma
Nem sei o que seria deste pobre
Que te arrasta sem dar um só gemido!
É muito triste se sofrer tão moço
Sabendo que não há nenhum remédio
E se tendo que ver a cada instante
Que é assim mesmo, que mais tarde passa
Que sorrir é questão de paciência
E que a aventura é que governa a vida.
Oh ideal misérrimo, te quero:
Sentir-me apenas homem e não poeta!

4 comentários:

  1. Adorei o teu blog, ta cheio de coisas lindas para se ler, voltarei mais vezes já estou seguindo, me arrisco escrevendo alguns versos tortos se desejar visita lá http://joselito-expressoesdaalma.blogspot.com,
    se gostar segue lá, ficaria contente em te ter por lá!!! Um forte abraço e parabéns pelo teu belo espaço!!!

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  2. Que hei de fazer quando me faltarem as palavras ,para a minha função de poeta ?

    Bacana seu blog ,Sandra !
    gostei da sua escrita , e dos poetas abaixo citados.
    adoro cora coralina ...

    Um beijo,querida !

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  3. Olá Sandra! obrigada pela vista e por estar no meu cantinho, fiquei feliz! E já estou por aqui tbm, me encantando com cada postagem.
    Bjos....bom fim semana....

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  4. Muito bom seu blog, Sandra. E muito bom ter você por perto.

    Beijo.

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